quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Renovar-se



As vezes me pego parada e pensando em como eu era. Me lembro de algumas manias, coisas que fazia, músicas que ouvia e sinto saudade dela. Sem sombra de dúvida eu mudei muito, meu jeito era outro, minhas opiniões sobre certas coisas eram outras e meus sonhos e meus objetivos também. Me orgulho e me sinto feliz em saber que mudei em certos aspectos e forma de levar a vida. Analisando atitudes que tive há alguns anos atrás pude perceber o quanto amadureci, evolui e até me reinventei. Tem muita gente que concorda com isso, uns criticam outros elogiam. Porém eu sou a única que sei se devo ou não mudar, sou a única que sei o jeito que devo ser e se estou feliz com essas mudanças. Tudo muda, as estações, a moda, as músicas, os gostos e porque também não as opiniões? Pessoas mudam e crescem. E isso foi exatamente o que aconteceu comigo. Eu simplesmente cresci, talvez até rápido de mais de uma forma que as pessoas nem perceberam. Todo dia eu encho a minha mala de recordações e momentos inesquecíveis...e isso aconteceu porque me permiti, porque me arrisquei e me aventurei nessa viagem espetacular que é a vida. Quebrei a cara é verdade, mais vivi. Nessa minha trajetória (apesar de ser relativamente curta) já passou muita gente estrela e também muita gente cometa. Os cometas apenas passaram, levaram e também deixaram alguma coisa. Já as estrelas, ah as estrelas! Essas estão no meu céu e nele mesmo que parecendo distante eu consigo esticar as mãos e buscar elas pra pertinho de mim. Nessa estrada aconteceu também algumas coisas ruins, porém essas não valem a pena lembrar, o que vale a pena é continuar mudando, e mudando. Porque cada dia que passa eu tenho a certeza de que mudanças se fazem necessárias! (Milla Kind)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Deixa ir.




A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhorar para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar para trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por ai querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça. (Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 26 de julho de 2012




Hoje me deu uma vontade imensa de agradecer a vida. Uma vontade natural de respirar fundo, encher o pulmão e simplesmente se deixar levar pela energia vibrante que move o mundo e que faz com que tudo ocorra da forma exata que tem de ser. Eu tenho pressa de ser feliz e não tenho tempo a perder. Eu sou feliz hoje, ontem e o mais incrível tenho certeza de que amanhã também serei. (Milla Kind)



“Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração. A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.” (Marla de Queiroz)


Dai-me, Senhor; A perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponte de partida para um novo começo. (Cecilia Meireles).






“O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte”. (Chico Xavier)

Pra você e por você sempre.



Então você está confusa com seus sentimentos. Ele apareceu tão de repente na sua vida, com aquele brilho manso no olhar, com aquela meiguice na voz, sem pedir coisa alguma, meio como um Pequeno Príncipe caído de um asteroide. A principio você nada percebeu de diferente. O suste veio quando você se lembrou das palavras da raposa, explicando ao Pequeno Príncipe o que era ficar cativo: É assim. A principio você senta lá e eu aqui. Depois a gente vai ficando cada vez mais perto. Os passos de todos os homens me fazem entrar dentro na minha toca. Mas os seus me fizeram sair... (Antoine de Saint-Exupéry)